quarta-feira, 14 de março de 2012

50 ovelhas foram roubadas de uma propriedade

Os abigeatários voltaram a atacar propriedades no interior de Caçapava do Sul. Na semana passada 58 animais foram abatidos ou furtados em três propriedades rurais do município.

Na quarta-feira, dia 07, na localidade de Bom Jardim, o capataz de uma fazenda percebeu a falta de cerca de 50 ovelhas da raça Tex durante a contagem do rebanho.

Segundo a ocorrência policial, os vizinhos teriam dito que viram circulando pelas redondezas, por volta das 2h da madrugada, uma Ford Pampa, de cor vermelha.

O segundo crime ocorreu no mesmo dia, por volta das 4h. Conforme o registro, seis vacas foram carneadas na localidade de Boa Vista. Os abigeatários deixaram no local somente as cabeças e vísceras dos animais.

Também foi registrado na Delegacia de Polícia, o roubo de duas novilhas na localidade de Pitangueira. A Polícia Civil está investigando os casos.


Por Marcelo Marquesjornalismo@farrapo.com.br

Reforma nas Escolas foi o tema da reunião com o Líder do Governo na Assembléia


Na terça-feira, dia 13, o vereador Paulo Pereira (PT), esteve em audiência com o Deputado Estadual e Líder do Governo na Assembléia Legislativa, Valdeci Oliveira, no Palácio Farroupilha, para tratar sobre a infraestrutura de escolas do município de Caçapava do Sul.
O deputado confirmou ao vereador que a Escola Estadual Professora Gladi Machado, localizada nas Munias do Camaquã passará por uma reforma geral. Segundo ele, a escola foi incluída no Plano de Necessidade de obras da Secretaria Estadual de Educação, devido a várias carências estruturais. A reforma terá início após a realização da licitação do projeto executivo do serviço.
Outro assunto discutido na reunião foi o pedido feito por Pereira, para que o deputado intervenha junto ao Governo do Estado para que a Escola Estadual Nossa Senhora da Assunção seja reformada o mais breve possível, ou seja, acelerar o projeto que já está aprovado. Valdeci se comprometeu a encaminhar a demanda à Secretaria de Educação.O deputado destacou que, “o Governo do Estado vem trabalhando muito para garantir melhores condições nas escolas estaduais e muitas obras que estavam emperradas há muito tempo, estão confirmadas”.

Projeto criando o Fundo Municipal da Cultura será enviado a Câmara


Nesta quarta-feira, dia 14, o Secretário de Cultura e Turismo do Município, Nilberto Freitas, Lalala, acompanhado da servidora da pasta, Kátia Cilene, estiveram reunidos com o Presidente da Câmara, vereador Ilson Tondo, para adiantar ao parlamento alguns projeto de lei que deveram chegar até o Legislativo, alterando vários pontos da cultura e do turismo no Município, principalmente na parte administrativa.
Um dos pontos mais importante é um projeto de lei que deve estar chegando a Câmara, que cria o Fundo Municipal de Cultura, para receber recursos do Estado e União, além de qualquer dinheiro que seja para investimento na próprio Cultura.
Outro tema é o fortalecimento do Conselho Municipal de Cultura, que está sendo intensificado para tomar decisões deliberativas, sendo formado por representantes dos poderes públicos e seguimentos da sociedade. Entrou na pauta também investimentos do Turismo e os eventos que deverão receber ajuda este ano.
O Secretário informou ainda sobre um evento que acontecerá em Caçapava no final do mês, envolvendo o IPHAN – (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), onde a Câmara deve entrar como parceira junto com a Prefeitura no apoio ao seminário.
“ A Câmara deve dar todo o apoio para as boas iniciativas, como a criação do Fundo Municipal de Cultura e os investimentos no Turismo, além de buscar um diálogo com o IPHAN, para arrumar e conservar o patrimônio histórico, como o Forte Dom Pedro II e a Casa dos Ministérios, que estão precários”, disse o Presidente da Câmara Ilson Tondo.

Continua a tentativa de uma antena para telefonia móvel nas Minas


Nesta segunda-feira, dia 12, o vereador Josué Lopes aprovou na última sessão, um requerimento a operadora de Telefonia Móvel, Vivo, solicitando a instalação de uma antena de recepção de celular nas Minas do Camaquã, onde até o momento não existe sinal nenhum para comunicação, através dos aparelhos de celulares.
Este é o segundo pedido oficial do vereador à operadora Vivo, onde em 2011 a empresa respondeu a Câmara sobre a solicitação informando que a empresa já estava trabalhando nesta iniciativa, mas não dava previsão para instalar a antena de prorrogação de sinal até as Minas, 3º distrito do Município.
“ Ocorre que esta comunidade está isolada das demais em virtude do sinal de telefonia não atingir a localidade, que possui cerca de 200 familias, Escola Estadual, Posto de Saúde, hotéis, restaurantes e lojas, além de receber centenas de turistas ao longo do ano. Por estas razões a vistoria de um técnico da Vivo seria de suma importância para comprovar a necessidade de haver o sinal de telefonia”, disse Lopes.
Na próxima semana, o assessor de Josué Lopes, Marco Taschetto, irá até Porto Alegre na Diretoria Regional Vivo Sul, para tentar obter uma resposta da empresa sobre esta solicitação. O requerimento foi endereçado ao Diretor Clenir Wengenowicz

terça-feira, 13 de março de 2012

Livro conta os bastidores da política


Foto: Heron Freitas

Quem não gostaria de deixar registradas suas doces lembranças. É o que fez o auditor aposentado Alfredo Laureano de Brum Sobrinho, que escreveu um livro de memórias. O lançamento oficial da autobiografia deve acontecer em maio, durante a Feira do Livro de Caçapava. A informação é do jornal Gazeta de Caçapava.

Além das histórias da família e da carreira profissional, com mais de 30 anos de trabalho na Caixa Econômica Federal, o que mais chama a atenção no livro são as revelações dos bastidores da política no governo Jorge Abdala (2001-2004), quando Alfredo Brum foi secretário da Administração e da Saúde.

Ele conta também histórias das campanhas eleitorais, de quando foi candidato a vereador e quando apoiou candidatos a prefeito e a deputado. Ex-presidente do PP, Alfredo Brum hoje se diz desiludido com a política local. Abandonou o partido e não pretende ingressar em outro, nem concorrer a cargo nenhum. No livro, relata que algumas vezes se sentiu usado pelo partido. Mas em nenhum momento cita nomes de ex-companheiros do governo e destaca várias vezes que suas críticas são exclusivamente à atuação política e profissional dos envolvidos. Ressalta que muitos deles continuam seus amigos.

Em entrevista a Gazeta, ele comenta alguns fatos narrados na autobiografia.

Gazeta - Como foi para o senhor escrever o livro “Doces Lembranças”?
Alfredo Brum - Esse livro o que me fez escrever foi um acidente que sofri no período em que estava vivendo em meu rancho no Durasnal. Isso acabou ocasionando uma doença rara, polineuropatia, que atingiu as pernas e os braços. Tão logo constatei que isso era verdadeiro tive uma pequena depressão. Fiquei em uma situação delicada e numa cadeira de rodas durante algum tempo, então meus familiares e amigos me sugeriram, tentando me reanimar, que eu fizesse alguma coisa. Comentei com eles que tinha muitos registros sobre a minha família. Então surgiu a ideia de escrever uma autobiografia. Acabei de escrever em dezembro de 2010, demorei 18 meses para concluir.

Gazeta - No livro, como o nome já diz, o senhor cita várias lembranças. Quais delas considera a mais marcante? Alfredo Brum - Todas as passagens de minha vida foram marcantes. Do lado familiar é muito importante o período em que vivi e trabalhei com meus pais, que foi até os 16 anos. Meu pai era agricultor. Até os 6 anos de idade era filho único. Tinha um outro irmão, mas ele não morava lá em casa. Depois meus pais tiveram uma filha. Outro ponto essencial foi quando eu e minha companheira Arlene começamos a namorar. Ela era gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal em São Paulo e pediu para sair de lá e vir morar em Caçapava. Tudo isso para a gente ficar junto. Nos víamos muito pouco, somente quando ia até São Paulo, pois era Auditor da Caixa Econômica Federal. Quando me aposentei, ficou difícil de ir até lá, e eu não queria ir embora por causa da minha propriedade rural, então ela acabou vindo embora para Caçapava. Acho isso muito marcante.

Gazeta - Uma das partes que mais chama a atenção no livro é a que o senhor fala de política. Pelo jeito, teve muitas decepções com o seu partido, o PP. Guarda alguma mágoa?
Alfredo Brum - As pessoas quando lerem o livro podem achar que tenho algumas decepções. Na verdade a política me trouxe muitas alegrias. Sempre fiz parte de alguma agremiação política, desde a época em que votei pela primeira vez. Era PTB, da época do Getúlio, Leonel Brizola, sou desse tempo. Quando veio a ditadura, já trabalhava na Caixa Econômica Federal, e tinha quatro filhos. Nesse tempo procurei ficar fora da política. Só me manifestava em época de eleições. Foi o que aconteceu quando Mário Covas foi candidato. Quando vim para Caçapava, por gostar da política, transferi meu título.

Logo em seguida teve uma eleição, e quem concorreu foi a minha amiga Neli. Infelizmente perdeu as eleições. Digo isso porque tenho certeza que ela seria uma ótima administradora. Jorginho e Rosane também são muito amigos. Tanto que fui secretário dele. Quero deixar bem claro que no livro apenas comento algumas coisas que eu acho que podiam ter sido diferentes, isso não é uma crítica a ele. Na minha maneira de administrar, só digo o que senti, por isso escrevi uma autobiografia, tanto é que no fim do terceiro ano de mandado discordei de algumas coisas e pedi para sair. Sei que o Jorginho gostaria que eu continuasse, assim como eu queria continuar, só que a gente tem que ir até o momento que dá, foi então que preferi sair amigo de todos. Até hoje onde encontro os funcionários da Prefeitura vou abraçar, cumprimentar. Fiz grandes amizades.

O que eu comento, que tenho mágoa, é que durante o período, tem coisas que você recebe sobre pressão, e você não tem um respaldo, uma ajuda, então você fica aborrecido, chateado. Fui secretário durante três anos, depois, o que aconteceu? Não digo pressão, mas pedidos, acabei na intenção de ajudar o Carlos Carvalho, então aceitei a candidatura para vereador. Não é porque eu não tenha sido eleito, acho que o povo é que tem o direito de escolher quem deve representá-lo. Gostaria de fazer tudo pelo município de Caçapava em agradecimento a esse povo bacana e amigo que encontrei aqui. Fui derrotado duplamente, eu e meu candidato a prefeito. Botei todas as cartas que tinha para jogar na mesa. Ajudei a fazer campanha, fiz tudo, eu e minha mulher, mas tomamos um baile.

Tudo bem, é motivo para ficar chateado, claro que é, mas quem é o culpado? O Carlos? Não, isso faz parte de todas as pessoas que são amigas, ou políticos. Fiquei magoado comigo mesmo. Então penso o seguinte, depois de aposentado, fui em uma nova luta e fui derrotado, esta é a decepção. Fiz tudo e acabei até sonhando, no livro apresento um documento registrado em cartório no qual eu me proponho a doar 30% do meu salário para entidades sem fins lucrativos. Não tinha interesse econômico, eu tirando para as minhas despesas, o resto não me importava. No governo do Jorginho vivemos uma época muito difícil, de dificuldades financeiras. O prefeito não tinha automóvel, tinha um Comodoro antigo que dava mais incômodo do que prazer.

Gazeta - Quando o senhor foi candidato a vereador, acha que não contou com apoio necessário por parte de alguns integrantes do partido? Existia uma campanha enganosa de inimigos em sua própria trincheira? Acha que foi traído por alguns integrantes? Por que não queriam que o senhor fosse eleito?
Alfredo Brum - Não, isso não existe. No PP, o partido que era filiado, fui do diretório, presidente do partido. Saí do partido porque não queria mais participar. Então houve uma pressão para eu não sair do partido. O que acho natural. Perdi a eleição, o prefeito não é eleito, uma série de coisas. Isso foi culpa de alguém? Se tem um culpado fui eu. Não que eu tenha sido traído, me senti usado. Toda minha equipe sempre trabalhou para mim e para o Carlos Carvalho, eram cerca de 10 pessoas. Durante esse tempo me dediquei de corpo e alma. Toquei a minha campanha política com o que tinha no bolso.Mas não me arrependo de nada.

Gazeta - No livro o senhor diz que era a favor do prefeito Zauri Tiaraju se filiar ao PP e concorrer a majoritária junto com Jorge Abdala. Porque o Zauri não foi aceito por alguns integrantes do PP?
Alfredo Brum - Sou amigo do Zauri. Minha amizade com ele começou com uma visita, um convite do doutor Jorge, para ele vir a Caçapava. Na época ele era secretario do Planejamento em Lages. Fui designado pelo Jorginho para que fazer as honras da casa. A partir daí ganhei um amigo. Não existia naquela época partido político. O que tinha era eu como secretário e ele trabalhando em Lages.

Cada vez que ele vinha a Caçapava, ia lá fora, no Durasnal. Uma certa ocasião, ele me falou que quando saísse de Lages, gostaria de vir morar em Caçapava e entrar na política. Passado algum tempo,iniciou a campanha do Carlos Carvalho. Ele falou novamente que gostaria de se filiar em algum partido, então sugeri o PP. Mas como suas pretensões era ser candidato a majoritária, solicitei uma reunião com a executiva do partido e os vereadores. O partido concordou com o ingresso do Zauri, mas não como candidato a majoritária.

Gazeta - Como o senhor analisa a política hoje e quais as suas expectativas para o próximo pleito?
Alfredo Brum - Sinceramente, tenho passado muito tempo afastado de Caçapava. Estou por fora do quadro político atual. Em matéria de política, geralmente a gente tem decepções. E para mim, que sempre fui ético, acho que a decepção ainda é maior.

Gazeta - Se tivesse a oportunidade de voltar no tempo, o senhor mudaria alguma coisa?
Alfredo Brum - Não mudaria nada. O livro é minha vida do jeito que lembro. Continuo tendo o mesmo respeito e a mesma admiração por todos os políticos, tanto faz do PMDB, PT ou do PP. Se fiz alguma crítica, foi em relação a algum procedimento que não deveria ter sido feito.




Gazeta
13/03/2012