domingo, 12 de novembro de 2023

O sábado foi marcado pela realização do casamento comunitário


 Neste sábado, dia 11, aconteceu em Caçapava do Sul mais uma edição do casamento comunitário, reunindo diversos casais em uma cerimônia coletiva organizada pela secretaria de assistência social.

“Casais apaixonados uniram-se em matrimônio, celebrando o amor e a união entre eles. Foi uma cerimônia emocionante, repleta de sorrisos, lágrimas de felicidade e promessas de amor para toda a vida”, disse a secretária Andressa Lisboa

Estiveram presentes no momento o prefeito  Giovani Amestoy; a secretaria de assistência social Andressa Lisboa; a secretária adjunta de assistência social Franciele Mello; a secretária da Fazenda Ihoko Nakashima; o vereador Antônio Almeida (Lelo); Juíz de Paz Antônio César Alberto; Substituto do Registrador Designado Leonardo Ilha Simões; Escreventes Autorizadas: Danuse de Campos Mieres; Mab Rhiana Corrêa Leão Silva; Marlize Eronia Beladona; Karina Marques Colares; Bianca Moreira Dutra e Tamires Kimberly Ramires.

FEMUC 2023: Conheça os vencedores

 


A final do Festival Estudantil Municipal da Canção (FEMUC) foi incrível e repleta de talento em Caçapava do Sul. O evento aconteceu na quinta-feira e sexta-feira, no CTG sentinela dos Cerros.  Confira os brilhantes ganhadores de cada categoria:

Categoria Mirim:
1º lugar - Giovana Franco / Instituto Maria Augusta de Lima 
2º lugar - Vitório de Souza Casanova / Januária Leal
3º lugar - Arthur dos Santos Salvadé / Rosa Pogia
Categoria Infantil:
1º lugar - Ana Carolina de Oliveira Sena / Januária Leal
2º lugar - Luciane Walter Moreira / Coeducar
3º lugar - Mariany Dutra do Canto / Instituto Maria Augusta de Lima
Categoria Juvenil:
1º lugar - Thalya Gonçalves / Dinarte Ribeiro
2º lugar - Luiza Castilhos / Nossa Senhora da Assunção
3º lugar - Samuel Cardoso / Rubens da Rosa Guedes
Categoria Universitário:
1º lugar - Marina Leão / Uninter
2º lugar - Gisele Silveira / Cruzeiro do Sul
3º lugar - Tatiana Araújo da Silveira / Unifatecie
Mais Popular: Arthur dos Santos Salvadé e Rosa Pogia

Destaque Masculino: Vitório de Souza Casanova e Januária Leal
Destaque Feminino: Ana Carolina de Oliveira Sena e Januária Leal
Parabéns a todos os participantes e aos vencedores do FEMUC 2023! Vocês mostraram todo o talento e encantaram o público com suas performances. Que essa conquista seja apenas o começo de uma brilhante carreira musical! 

DNIT bloqueia trânsito na ponte do Arroio Bossoroca, BR-290, entre Vila Nova do Sul e São Sepé

 


Devido à elevação do nível do Arroio Bossoroca, em virtude das chuvas na região nas últimas horas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que a ponte sobre o Arroio Bossoroca teve o trânsito de veículos  totalmente bloqueado neste domingo (12). A ponte fica localizada no km 353,9 da BR-290/RS - entre o entroncamento com a BR-392/RS e os municípios de São Sepé/Vila Nova do Sul.

A intervenção é necessária para a segurança dos usuários da rodovia e a restrição do tráfego permanecerá até o nível do arroio baixar. Desde o início da tarde deste domingo, equipes de manutenção entraram em alerta e passaram a monitorar o nível do arroio, que segue subindo, atingindo a estrutura principal da ponte. 


Rota alternativa

Até o nível do arroio baixar, o DNIT sugere como rota alternativa para quem se desloca no sentido Porto Alegre-Uruguaiana e vice-versa, a BR-392/RS e a BR-158/RS, passando por Santa Maria. Outra opção são as BR-153/RS, BR-293 e BR-158, via municípios de Caçapava do Sul, Bagé e Dom Pedrito até o retorno à BR-290/RS.

Após polêmica, Enem volta a abordar temas relacionados ao agro

 


Após ser alvo de polêmica por questões relacionadas ao agronegócio na prova de Ciências Humanas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a abordar temas relacionados ao setor agrícola neste domingo, 12, quando os estudantes fizeram as provas de Ciências da Natureza e Matemática. Conhecimentos sobre pesticidas e as consequências do desmatamento foram cobrados dos alunos.

No último domingo, 5, deputados ligados ao agronegócio criticaram a "ideologização do Enem" por perguntas que, segundo eles, teriam viés ideológico. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) chegou a pedir a anulação de três questões sobre a exploração do Cerrado e os prejuízos do agronegócio para os camponeses e o desmatamento da Amazônia no cultivo da soja. A anulação foi descartada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Uma das questões abordava o uso de pesticidas e perguntava quais amostras de fluidos humanos poderiam conter maior concentração deste produto. "Existe o inseticida e a prova mostrava a sua composição, a sua fórmula. Depois, ela diz que o pesquisador coleta fluidos biológicos de uma população, de sangue, de saliva, da urina e do leite. A prova pergunta em qual desses fluidos o pesquisador encontrou a maior concentração dessa substância. É uma questão técnica, natural de exames desse tipo", avalia o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações do SAS Plataforma de Educação.

O tema do desmatamento também foi abordado, mas de maneira indireta, falando sobre redução de população de abelhas e uma possível intervenção para evitar o declínio no número desses insetos.

"Um dos grandes motivos da extinção das abelhas é a falta de regiões onde elas possam produzir suas colmeias em segurança. Uma das ações possíveis para reverter esse quadro é o replantio de árvores nativas", explica Caê Lavor, diretor de Ensino Médio e Avaliações do SAS Plataforma de Educação. De acordo com o professor de Biologia Diogo Diaz, do Colégio e Curso AZ, o uso de pesticidas foi citado em uma das alternativas, mas essa não era a resposta correta.

Outra questão aborda a baixa fertilidade dos solos amazônicos e uma técnica utilizado por antigos habitantes da região para torná-la fértil. O tema, porém, foi usado para cobrar conhecimentos sobre conceitos físico-químicos, como eletronegatividade.
Claudia Costin, presidente do Instituto Singularidades, afirma que as questões não incentivam uma visão negativa do agronegócio. "Não vejo nada de ideológico. Não é porque fala da proteção do solo e da inadequação do solo para determinadas formas de agricultura, como diz uma das perguntas, que isso envolve um conteúdo contra o agronegócio. Isso é consenso científico", diz. "Nenhuma das perguntas parece ter preconceito ou incentivo a uma visão negativa do agronegócio."

Amadurecimento do abacate, Síndrome de Down e a TPM entre os temas
Sabrina Bileski, coordenadora de Avaliações no SAS Educação, destaca que os temas estavam relacionados ao cotidiano, aproximando o ensino do dia a dia do aluno. Entre os exemplos da prova de biologia estão vacinação (tecnologia do RNA mensageiro, usada contra covid-19), a gravidez de um casal com síndrome de Down e as causas hormonais da Tensão Pré-Menstrual (TPM). "Outra questão perguntou por que o abacate amadurece mais cedo em determinadas situações", exemplifica.
"Duas questões sobre covid e imunização é algo que pode ser considerado como um tópico atual e relevante, tendo em vista a discussão da vacina nos últimos anos. Na maior parte das vezes, as questões não são elaboradas no mesmo ano da prova, mas ainda assim, é algo importante", comenta Daniel Balbinot, coordenador pedagógico do Poliedro.

Uma conversa entre Cascão e Cebolinha, personagens da Turma da Mônica, por meio de um telefone improvisado com barbante, foi usada para abordar noções de ondas sonoras na prova de física, o que chamou a atenção de Pedro Lopes, editor de Avaliações no SAS Educação.

Virgílio Aveiro, professor de Química da Escola SEB Lafaiete, cita uma questão sobre o funcionamento das usinas nucleares de Chernobyl e Fukushima. "A prova de química foi muito bem dividida, com leitura rápida, questões conceituais e poucos cálculos. Senti ausência da eletroquímica e termoquímica, que são assuntos bem cobrados em edições anteriores do Enem."

Ao analisar a prova como um todo, Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli, afirma que a "prova de Ciências da Natureza foi menos interpretativa e mais conceitual, exigindo um estudante que soubesse conceitos de física, química e biologia".

A prova foi "excelente", na opinião de Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora Pedagógica do Objetivo. "Textos mais curtos que não dariam trabalho. Pais e professores vão perceber que elas estão claras, bem formuladas e atualizadas. Foi uma prova criativa, pedindo o conteúdo do Ensino Médio."

Correio do Povo

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Senado aprova texto-base da Reforma Tributária em 1º turno

 


O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira, o texto-base da Reforma Tributária. O pleito, em 1º turno, teve 53 votos favoráveis e 24 contrários. Após análise de destaques, o projeto ainda terá que ser votado em nova sessão, em 2º turno.  Como passou por modificações em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados, a PEC terá de retornar para uma nova análise dos parlamentares.

O projeto unifica cinco tributos e cria o IVA (Imposto sobre o Valor Agregado). Produtos da cesta básica não devem pagar imposto. A alíquota do IVA não está definida, mas o governo calcula em 27,5%. Já se sabe que alguns setores da economia terão desconto. Após a aprovação, será feita uma transição de 7 anos até todas as mudanças valerem. Um dos objetivos é evitar que estados e prefeituras percam muitos recursos.

Das 777 emendas apresentadas ao relator, 247 foram acatadas no texto da Reforma Tributária. Entre as mudanças aceitas de última hora, está a emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-MA), que estende ao gás de cozinha o cashback. A versão anterior do parecer tinha incluído a energia elétrica no mecanismo de ressarcimento de tributos às pessoas mais pobres.
O novo parecer incluiu benefícios para taxistas comprarem veículos. Braga acolheu emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que manterá a isenção na compra de automóveis por taxistas e por pessoas com deficiência ou consideradas dentro do espectro autista. O relatório anterior extinguiria o benefício, com a unificação de tributos.

Braga acatou ainda uma emenda do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para restaurar a alíquota reduzida para atividades de restauração urbana de zonas históricas. O benefício estava no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mas havia sido excluído na primeira versão do parecer do relator.

Outros benefícios incluídos no relatório são a alíquota zero para medicamentos e dispositivos médicos comprados pelo governo e por entidades de assistência social sem fins lucrativos, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Braga também acolheu emendas dos senadores Espiridião Amin (Progressistas-SC) e Izalci Lucas (PSDB-DF) para zerar a alíquota de IBS, tributo administrado pelos estados e municípios, para serviços prestados por instituições científicas, tecnológicas e de inovação sem fins lucrativos. Na versão anterior, apenas a CBS, tributo federal, teria a alíquota zerada.

Contribuição regional
Em relação ao Centro-Oeste, Braga atendeu a uma demanda dos governadores da região para ampliar, até 2043, a contribuição sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados, que financiará investimentos locais em infraestrutura. Na versão anterior do relatório, o benefício seria cobrado até 2032, quando o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deixasse de existir.

Diante de novas alterações feitas no texto do relatório da reforma tributária apresentado nesta terça-feira à Comissão de Constituição e Justiça, o relator da matéria, senador Eduardo Braga (MDB-AM) informou, durante a leitura do documento, que, se aprovada pelo Senado, pedirá novo estudo do Ministério da Fazenda sobre os impactos que ela poderá ter, em especial com relação à alíquota sobre o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) – que substituirá os cinco tributos que incidem sobre o consumo.
Braga chegou à sessão da CCJ otimista de que o relatório seja aprovado ainda hoje pela comissão, para que seja votada já na quarta-feira pelo plenário da casa. “Esta é a primeira reforma tributária a ser executada em regime de democracia neste país”, lembrou o senador.

Trava
Entre os pontos descritos no relatório, ele destacou a inclusão de uma trava para limitar a carga tributária no país e a simplificação de todo o sistema tributário. O teto para a carga tributária havia sido anunciado no fim de outubro.
“Com a trava que estamos oferecendo, garantimos a neutralidade tributária. Se o PIB [Produto Interno Bruto, que é a soma de todas riquezas produzidas no país] não cresce, nós não podemos aumentar a carga tributária. É na realidade uma engenharia reversa da reforma administrativa, de corte de gasto e de despesa”, explicou o relator.

Ele destacou também o possível aumento de 0,5 ponto percentual previsto por Haddad para o IVA. Segundo Braga, esse aumento teve por base a análise feita no relatório preliminar apresentado no dia 25 de outubro.

“O texto apresentado representa a imensa maioria da vontade dos senadores, tanto na CCJ quanto no plenário do Senado”, disse o senador ao comentar as alterações feitas pela relatoria. Ele acrescentou que “temas e pontos levantados foram amplamente discutidos para encontrarmos um texto que fosse a média da demanda do colegiado”.

Avanços
Na avaliação do relator, o atual sistema tributário é um “manicômio”. Já a proposta em discussão representa grande avanço. “Se não é a ideal, é muito melhor do que o que temos hoje”, resumiu.

“Esperamos que a reforma tributária seja equilibrada para todos os brasileiros e, assim, todos eles estejam engajados neste esforço de restabelecer a credibilidade, a confiança e a simplificação do sistema tributário. E assim, possamos reduzir o custo Brasil do ponto de vista tributário, para que a economia volte a crescer, que a base tributária seja ampliada e, olhando para o médio prazo, haja uma queda da carga tributária”, disse Braga no Senado.
Sobre as exceções previstas no texto, para setores que teriam alíquotas privilegiadas, Braga disse que “para cada concessão feita no relatório do dia 25, houve uma redução de concessão. A questão do transporte, por exemplo, nós tiramos alguns modais da alíquota reduzida para o regime diferenciado, para podermos fazer o equilíbrio”.

“Em relação a cesta básica, reduzimos a que teria alíquota zero e criamos a cesta básica estendida com alíquota reduzida e cashback. Resolvemos a equação da conta de energia, criando cash back, sem impacto de déficit fiscal, e também a equação do saneamento, sem criar uma alíquota reduzida, resolvendo a questão dos bens de capital e a equação do equilíbrio econômico financeiro dos seus contratos. Para cada uma das questões, nós fomos milimetricamente fazendo as compensações”, acrescentou.

Braga se reuniu na noite desta segunda-feira para discutir os detalhes finais do texto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Casa Civil, Rui Costa; com o secretário de Relações Institucionais,Alexandre Padilha e com o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Correio do Povo