quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dupla Gre-Nal está fora da Libertadores


Foto: EFE – globoesporte.com

Nunca dantes na história da Libertadores, tantos clubes brasileiros foram eliminados da competição no mesmo dia. As oitavas de final desta edição 2011 foram trágicas para Cruzeiro, Internacional e Fluminense, que disputaram jogos de volta na condição de favoritos, após obter resultados favoráveis na primeira partida. Também não foram felizes para o Grêmio, que, muito desfalcado e em condições adversas, após perder da Universidad Católica em casa, não conseguiu se valer de sua propalada "imortalidade" para trazer um bom resultado de Santiago. Somente o Santos, classificado na noite de terça-feira com um suado 0 a 0 com o América-MEX, avançou.
A última vez que o Brasil chegou às quartas da Taça Libertadores representado por apenas uma equipe foi há 17 anos: o São Paulo - que terminaria a edição de 1994 como vice-campeão, derrotado nos pênaltis pelo Velez Sarsfield. Até 2000, o país tinha apenas duas vagas na competição - com uma terceira reservada a um eventual campeão do ano anterior. De lá pra cá, pelo menos dois clubes brasileiros alcançavam às quartas de final. Não foi o caso neste 2011.
Deu tudo errado. O Cruzeiro, time melhor aproveitamento na fase de grupos, esteve irreconhecível na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e foi elminado pelo Once Caldas, ao perder por 2 a 0. Com direito a vexame do técnico Cuca, que agrediu Rentería (e depois tentou explicar o inexplicável - assista ao vídeo abaixo) A equipe colombiana tinha a pior campanha entre todos os classificados na primeira fase, mas foi soberana em campo e agora vai enfrentar o Santos.
Em Assunção, quem caiu foi o Fluminense, que tinha sido carimbado como "time do impossível" após desafiar cálculos matemáticos em uma classificação heroica, nos minutos finais do último jogo da etapa de grupos, fora de casa, em pleno caldeirão do Argentinos Juniors. Diante de um Libertad muito mais competente e aguerrido, o campeão brasileiro jogou no lixo a vantagem conquistada no Engenhão (3 a 1) ao perder por categóricos 3 a 0.
O primeiro desastre da noite aconteceu no Beira-Rio: o Inter, atual campeão da Libertadores, vivendo lua de mel com seu novo técnico (e velho ídolo) Falcão, sofreu um apagão durante os cinco minutos iniciais da segunda etapa. Foi o suficiente para tomar a virada - 2 a 1 - e, sem competência nem sorte para reagir, sair eliminado pelo Peñarol. E o tão falado Gre-Nal da América, que se desenhava nas quartas, com tintas de Real x Barça pela Liga dos Campeões, virou apenas oba-oba. As duas equipes vão se enfrentar duas vezes agora, só que pela decisão do Campeonato Gaúcho

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Novo Código Florestal

Por Gustavo Ilha

Na primeira semana de abril, milhares de produtores rurais rumaram para a capital do país reivindicando o apoio dos parlamentares para votar o projeto do novo código florestal, proposto pelo deputado Aldo Rebelo. De acordo com o deputado a atual proposta está desatualizada e limita a produção rural, já o novo projeto discute a manutenção da produção de alimentos para os brasileiros e para o mundo, com proteção efetiva, e não aparente, dos nossos recursos naturais.
O atual projeto do Código Florestal foi proposto em 2008 e sua proposta regulamentava a lei de crimes ambientais e fixava prazo para que os produtores rurais averbassem duas áreas de Reserva Legal, tendo prazo até dezembro de 2008 para a regularização. No entanto este processo não era muito simples, gerando fortes discussões no congresso nacional. O decreto afetava os produtores rurais de maneira geral, tanto os grandes produtores, quanto os pequenos e o peso era maior para as menores propriedades. A impossibilidade de cumprir o que determinava o decreto por parte do meio rural levou, o então presidente Lula, a prorrogar o prazo para dezembro de 2010.
No final de 2008, um estudo da Embrapa divulgou que se uníssemos as unidades de conservação, as reservas indígenas, as áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente e demais áreas protegidas, sobraria muito pouco para a produção agrícola. A partir disso, novos rumores afetaram o congresso e alguns deputados articularam a criação da uma comissão especial para reforma do Código Florestal. Em dezembro de 2009, diante do impasse nas conversas parlamentares, bem como do fim do prazo estabelecido, Lula assinou um novo decreto prorrogando para julho de 2011 a sua entrada em vigor.
A nova proposta do Código Florestal vem alicerçada no fato de que se esse projeto não for alterado, por exemplo, 7 milhões de toneladas de arroz nas várzeas do Rio Grande do Sul deixarão de ser produzidos. O decreto afetaria diretamente o nosso município, tanto na produção orizícola quanto aos produtores que utilizam áreas de encostas. No cenário brasileiro a aplicação apenas das normas da reserva legal retiraria da produção praticamente um quinto das áreas exploradas com agricultura e pecuária, com redução brutal da produção rural e da renda dos produtores.
A proposta do novo código está sendo analisada por vários ministérios em união, buscando um consenso e tomando posições sobre cada um dos temas para levar sugestões a eventuais mudanças. Partidos políticos alegam que seja necessário mais tempo para análise e ONGs ambientalistas reivindicam que o novo código é muito favorável à expansão agrícola. As negociações apontam para uma conciliação entre proteção ao meio ambiente e à agricultura. Para um país em desenvolvimento essas discussões são importantes para o cenário mundial, pois estamos sendo vistos como um grande produtor de alimentos e ao mesmo tempo com preocupação ambiental.

Novo Código Florestal deve ser votado nesta quarta-feira

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou ontem que o governo não deve pedir para adiar a votação do novo Código Florestal, marcada para hoje, apesar de partidos como o PV e o PT desejarem o adiamento. Eles defendem mais tempo para aprofundar as discussões sobre vários pontos do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na tarde de ontem, Rebelo apresentou o relatório a ministros e a Vaccarezza.
Com a votação do Novo Código, que envolve também a temida Reserva Legal, será votado também o relatório do Deputado Rebelo, que ameniza um pouco as questões principais da mudança do código, principalmente a demarcação de 20% da terra do produtor para a União, como reserva ambiental.

Associação de produtores da Guarda Velha elege nova diretoria


Na última sexta-feira, dia 29, ocorreu a eleição para a nova diretoria da Associação de Produtores Rurais da Guarda Velha. O evento ocorreu na sede social do Piquete Guarda Velha, no interior do município, 3º distrito.
O produtor rural, Volnei Freitas foi eleito para presidir a entidade e organizar todo o trabalho que será desenvolvido pela Associação em beneficio a toda a comunidade da Guarda Velha, principalmente para os agropecuaristas.
Confira abaixo como ficou constituída a nova diretoria da Associação:

Presidente: Volnei Freitas
Vice Presidente: Luiz Alberto Stefani
Secretário: Maria Izabel Machado
Tesoureiro: Fábio Lopes Machado

Conselho Fiscal:
Eraldo Lopes
Milton Mendes
Rogério Freitas
Suplentes:
Ari Freitas
Notoli Freitas
Nauriângela da Silva
Assessoria Jurídica
Cleni Lima

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mercado do terneiro

Por Gustavo Ilha

Em época de feiras de terneiros de outono, este assunto volta a ser discutido nessa coluna. Além dos temas abordados em outras edições, como controle de custos, sanidade, controle de índices reprodutivos e utilização de técnicas para o aumento da produção de terneiros, os aspectos comerciais tem alta relação com o preço pago ao produto final.
O sistema de produção de gado de cria eficiente deve atuar principalmente visando o futuro, ou seja, no consumidor final. Esse consumidor retorna suas expectativas ao produtor e assim fecha a cadeia da carne, na qual as escolhas dos recriadores e terminadores (compradores) tem papel fundamental nesta relação. Os critérios utilizados pelos compradores na escolha dos produtos a serem adquiridos estão diretamente relacionados com a oferta, e em tempos de reposição a alto custo cada vez mais aumentarão estas exigências.
O peso tem alta relação com valor absoluto final, animais desmamados mais pesados obviamente têm maior preço unitário em relação a animais mais leves. De acordo com um trabalho da UFRGS em 2006 (NESPRO), animais desmamados mais leves em tempos de kg de boi gordo em alta, possuem maior remuneração por kg do que animais desmamados mais pesados. Assim o comprador valoriza os animais mais leves, possibilitando a aquisição de maior número de animais pois possuem menor valor absoluto do que animais pesados. Esse é um tema muito amplo de discussão levando ao gestor decidir o que é mais importante para o seu negócio, se é a venda de kg de terneiros ou o valor absoluto por unidade (relação custo/benefício).
De acordo com a mesma pesquisa, 95% dos compradores pagam a mais por produtos que atendam as características desejadas. Dentre elas, além do preço, a principal é a raça seguida da qualidade dos animais. Alguns compradores indicam que a qualidade genética superior comprovada é mais importante que o preço, pois o retorno é garantido, assim há maior remuneração, pois o produto vai gerar maior valor adicional ao seu sistema de produção pela redução de custos e aumento de desempenho.
As tendências de mercado sugerem o porquê da maior remuneração pelas características do lote. Uniformidade, raça, tamanho e musculosidade dos animais são as principais características observadas. Padronização (concentração de parição e formação dos lotes nas feiras) possui total liquidez. Da mesma forma raças britânicas, como angus e hereford, e suas cruzas estão recebendo maior remuneração em relação às médias das feiras, o mesmo ocorre com animais com maior musculosidade.
Não é de hoje que se diz que a propaganda é a alma do negócio, a partir disso e do cenário das feiras onde além do aspecto visual há maior remuneração também pela procedência dos animais, torna-se de muita importância salientar aos compradores as características do sistema. Aspectos como: Manejo (campo-nativo, campo melhorado, suplementação, se conhece miu-miu), época de nascimento e se já estão desmamados, se adaptados ao cocho e bem estar animal; Sanidade quais vacinas utilizadas, controle de ecto e endoparasitas e se são carrapateados; Genética (11% a mais de remuneração) aspectos relacionados com o cruzamento, inseminação artificial (genética do pai, musculosidade, precocidade de terminação), se monta natural (linhagem dos touros).
Além de produzir com qualidade e adequado às exigências é importante o produtor saber lidar com a tendência de mercado, analisando e buscando cada vez mais inovações de processos produtivos e produtos, diminuindo, assim a concorrência e aumentando cada vez mais a rentabilidade do seu negócio. (Para revisão www.nespro.ufrgs.br)